Estou Pensando em Acabar com Tudo

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A trama acompanha uma jovem (sem nome fixo, às vezes chamada Lucy, Louisa ou Ames) que viaja com o namorado Jake para conhecer seus pais em uma fazenda isolada. Durante o trajeto e a visita, ela começa a refletir intensamente sobre seu relacionamento e sua vida, enquanto a realidade parece se desintegrar ao seu redor.

Os diálogos são densos e fragmentados, o tempo e o espaço se misturam, e as identidades dos personagens mudam sutilmente — até que o espectador percebe que talvez tudo o que está sendo mostrado existe apenas na mente de Jake.

O filme é, portanto, uma exploração simbólica da psique humana, especialmente do arrependimento, solidão, memória e dissociação.

🧠 Relevância para a Psicologia

Dissociação e identidade fragmentada:

A narrativa sugere um quadro de dissociação, em que o protagonista cria versões idealizadas e distorcidas de si mesmo e das pessoas ao seu redor. Essa fragmentação de identidade reflete temas como:

Transtorno dissociativo ou idealização narcísica;

A dificuldade de integrar o “eu real” e o “eu idealizado”;

O uso da fantasia como mecanismo de defesa para lidar com a frustração e o vazio existencial.

Solidão, isolamento e saúde mental:

O filme retrata o impacto devastador da solidão crônica. Jake parece viver isolado, preso em sua mente, e constrói realidades alternativas para suportar a falta de afeto, reconhecimento e propósito. É um retrato simbólico da depressão profunda, da culpa existencial e do sofrimento silencioso.

Tempo, memória e subjetividade:

O filme questiona o que é real e o que é lembrança — explorando como a memória humana é falha e construída, frequentemente misturando desejo, arrependimento e imaginação. Essa abordagem dialoga com teorias da psicologia cognitiva e da fenomenologia existencial, mostrando que a realidade é percebida através da lente da subjetividade.

Relações interpessoais e autoimagem:

A relação entre Jake e a jovem representa uma projeção interna: ela é, possivelmente, uma construção mental dele — o “outro” que ele nunca conseguiu amar verdadeiramente. Isso levanta questões sobre:

Dificuldade de intimidade emocional;

Medo da rejeição;

Autossabotagem nos relacionamentos;

Solidão como reflexo da autoalienação.

Existencialismo e sentido da vida:

A frase-título (“Estou pensando em acabar com tudo”) pode se referir tanto ao término de um relacionamento quanto à ideação suicida.
O filme é um mergulho existencial sobre a busca por sentido, o arrependimento pelo tempo perdido e a percepção da insignificância frente à vida. Esses são temas centrais na psicologia existencial e na logoterapia (Viktor Frankl).

Estou Pensando em Acabar com Tudo esta disponível pela Netflix.

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